27/11/2008
04/06/2007
Os planos de Chávez
Existe algo muito mais maquiavélico por traz da decisão do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de não renovar a concessão da Radio Caracas Televisión (RCTV). A emissora, que saiu do ar há uma semana, era a única que possuía capacidade de transmissão para cobrir o país inteiro. Chávez alegou que a RCTV havia liderado o golpe de Estado sofrido por ele em 2001.
Na verdade, o presidente colocou em funcionamento no lugar da Radio Caracas Televisión uma emissora estatal, para disseminar de forma massiva a propaganda oficial do governo venezuelano. Tudo isso está diretamente relacionado a um projeto de poder, que vai além dos 14 anos pelos quais ele ficará na presidência da República.
Na verdade, o presidente colocou em funcionamento no lugar da Radio Caracas Televisión uma emissora estatal, para disseminar de forma massiva a propaganda oficial do governo venezuelano. Tudo isso está diretamente relacionado a um projeto de poder, que vai além dos 14 anos pelos quais ele ficará na presidência da República.
09/05/2007
Discurso enérgico de Lula demorou, mas chegou
Enfim o governo brasileiro decidiu adotar uma postura mais enérgica com relação à Bolívia, de Evo Morales, na questão envolvendo o patrimônio da Petrobras naquele país. Entre as últimas afirmações do presidente Lula (PT) sobre o assunto, ficou clara a posição do Brasil diante da venda de duas refinarias de petróleo em território boliviano.
De acordo com informações publicadas na Folha Online de terça-feira (08/05), Lula disse que o negócio deve envolver um preso justo, do contrario o país ira recorrer à justiça. A Petrobras não mencionou os valores apresentados na última proposta. Entretanto, o governo boliviano teria avaliado em US$ 50 milhões as duas refinarias. A estatal brasileira teria definido preço de US$ 150 milhões.
A posição dura do Brasil, configurada a partir de declarações firmes do governo federal, pode ter chegado tarde de mais. Os brasileiros perderam a moral quando começou o processo de nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia, no ano passado. Na época, o presidente Lula acatou a decisão de Evo Morales, abrindo mão de defender de maneira efetiva os interesses do Brasil.
De acordo com informações publicadas na Folha Online de terça-feira (08/05), Lula disse que o negócio deve envolver um preso justo, do contrario o país ira recorrer à justiça. A Petrobras não mencionou os valores apresentados na última proposta. Entretanto, o governo boliviano teria avaliado em US$ 50 milhões as duas refinarias. A estatal brasileira teria definido preço de US$ 150 milhões.
A posição dura do Brasil, configurada a partir de declarações firmes do governo federal, pode ter chegado tarde de mais. Os brasileiros perderam a moral quando começou o processo de nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia, no ano passado. Na época, o presidente Lula acatou a decisão de Evo Morales, abrindo mão de defender de maneira efetiva os interesses do Brasil.
16/02/2007
Generosidade de Lula faz brasileiros pagarem mais
Para justificar o acordo fechado na noite de quarta-feira (14/02), que aumenta o preso do gás natural boliviano comprado pelo Brasil, o presidente Lula disse que precisamos ser mais generosos com os países menos favorecidos economicamente.
É lamentável vermos um chefe de Estado abrir mão de defender os interresses de seu país. Enquanto Lula troca gentilezas e demonstrar generosidade com a Bolívia de Evo Morales, os brasileiros pagam a conta.
O acordo, que reajusta o preço do gás fornecido para a usina Termocuiabá, vai pesar no bolso de aproximadamente 95% dos consumidores de energia no Brasil. Segundo estimativa preliminar do Ministério de Minas e Energia, a elevação do preço do gás boliviano utilizado pela usina passará dos atuais US$ 1,19 por milhão de BTU (unidade de medida térmica) para US$ 4,20, provocando um reajuste de até 0,2% nas contas de luz. Isso será repassado na época do reajuste anual de cada distribuidora.
Em um outro acordo divulgado oficialmente ontem (15/02), ficou acertado que a Petrobras pagará mais por uma parte do gás que exceder o valor calorífico mínimo previsto no contrato. Esse excedente terá uma variação de acordo com o preço internacional do produto. Na prática, para o Brasil, isso significará um gasto adicional em torno de US$ 100 milhões por ano.
É lamentável vermos um chefe de Estado abrir mão de defender os interresses de seu país. Enquanto Lula troca gentilezas e demonstrar generosidade com a Bolívia de Evo Morales, os brasileiros pagam a conta.
O acordo, que reajusta o preço do gás fornecido para a usina Termocuiabá, vai pesar no bolso de aproximadamente 95% dos consumidores de energia no Brasil. Segundo estimativa preliminar do Ministério de Minas e Energia, a elevação do preço do gás boliviano utilizado pela usina passará dos atuais US$ 1,19 por milhão de BTU (unidade de medida térmica) para US$ 4,20, provocando um reajuste de até 0,2% nas contas de luz. Isso será repassado na época do reajuste anual de cada distribuidora.
Em um outro acordo divulgado oficialmente ontem (15/02), ficou acertado que a Petrobras pagará mais por uma parte do gás que exceder o valor calorífico mínimo previsto no contrato. Esse excedente terá uma variação de acordo com o preço internacional do produto. Na prática, para o Brasil, isso significará um gasto adicional em torno de US$ 100 milhões por ano.
31/01/2007
Chávez ganha poderes de ditador
A Assembléia Nacional da Venezuela (Congresso) concedeu poderes especiais para que o presidente Hugo Chávez governe o país através de decretos durante 18 meses. Os poderes foram pedidos pelo próprio Chávez, para que ele possa nacionalizar setores energéticos e serviços públicos, além de impulsionar sua “revolução socialista”.
Estamos diante de um típico governante latino-americano populista e autoritário. Ele está manipulando a liberdade do estado democrático de direito para incorporar poderes de ditador.
Vale lembrar que Chávez pretende fazer novas alterações na Constituição venezuelana. Entre elas está o fim do limite para reeleições presidenciais, que irá lhe possibilitar concorrer ao cargo indefinidamente.
Estamos diante de um típico governante latino-americano populista e autoritário. Ele está manipulando a liberdade do estado democrático de direito para incorporar poderes de ditador.
Vale lembrar que Chávez pretende fazer novas alterações na Constituição venezuelana. Entre elas está o fim do limite para reeleições presidenciais, que irá lhe possibilitar concorrer ao cargo indefinidamente.
10/01/2007
Chávez: ditador com aval das leis e do povo
O polêmico Hugo Chávez tomou posse nesta quarta-feira (10/01) para seu novo mandato como presidente da Venezuela. Chávez foi reeleito em dezembro, com 63% de apoio popular. Ele ficará no poder até 2013 e prometeu para os próximos anos uma radical revolução socialista e de nacionalizações, como as anunciadas na segunda-feira (08/01).
Chávez está no comando da Venezuela desde 1999. Logo que chegou ao poder, dissolveu o Congresso e convocou uma Assembléia Nacional Constituinte, cujo objetivo era dotar o país de novas leis. A constituição, aprovada por referendo em dezembro do mesmo ano, alterou o nome do país para República Bolivariana da Venezuela, atribuiu mais poderes ao presidente, permitiu uma maior intervenção do Estado na economia e eliminou o Senado. Em função da nova ordem constitucional foram realizadas novas eleições presidências e legislativas em julho de 2000, nas quais Chávez foi eleito presidente com 55% dos votos.
Atualmente, Chávez pretende fazer novas alterações na constituição. Entre elas está o fim do limite para reeleições presidenciais, que irá lhe possibilitar concorrer ao cargo indefinidamente.
Não é preciso ter muito discernimento para perceber que os venezuelanos estão diante de um ditador. Todas as medidas estabelecidas na nova constituição, principalmente as que dizem respeito aos poderes do presidente, são autoritárias. A democracia perde quando são impostos limites de atuação aos poderes da República.
Todos sabem que o Sistema Presidencialista tradicional concentra poder na figura do presidente, que representa o Estado e o Governo. Entretanto, o que está acontecendo na Venezuela extrapola todos os limites relativos à liberdade democrática. Chávez está se consagrando ditador com aval das leis e do povo.
GolpistaPara os menos atentos, vale relembra um episódio que aconteceu em fevereiro de 1992. Hugo Chávez protagonizou um golpe de Estado fracassado contra o presidente Carlos Andrés Pérez. A ação surgia num período de crise econômica. Chávez foi detido e passou dois anos na cadeia. Foi libertado após o afastamento de Pérez, graças a uma anistia do novo presidente Rafael Caldera.
Chávez está no comando da Venezuela desde 1999. Logo que chegou ao poder, dissolveu o Congresso e convocou uma Assembléia Nacional Constituinte, cujo objetivo era dotar o país de novas leis. A constituição, aprovada por referendo em dezembro do mesmo ano, alterou o nome do país para República Bolivariana da Venezuela, atribuiu mais poderes ao presidente, permitiu uma maior intervenção do Estado na economia e eliminou o Senado. Em função da nova ordem constitucional foram realizadas novas eleições presidências e legislativas em julho de 2000, nas quais Chávez foi eleito presidente com 55% dos votos.
Atualmente, Chávez pretende fazer novas alterações na constituição. Entre elas está o fim do limite para reeleições presidenciais, que irá lhe possibilitar concorrer ao cargo indefinidamente.
Não é preciso ter muito discernimento para perceber que os venezuelanos estão diante de um ditador. Todas as medidas estabelecidas na nova constituição, principalmente as que dizem respeito aos poderes do presidente, são autoritárias. A democracia perde quando são impostos limites de atuação aos poderes da República.
Todos sabem que o Sistema Presidencialista tradicional concentra poder na figura do presidente, que representa o Estado e o Governo. Entretanto, o que está acontecendo na Venezuela extrapola todos os limites relativos à liberdade democrática. Chávez está se consagrando ditador com aval das leis e do povo.
GolpistaPara os menos atentos, vale relembra um episódio que aconteceu em fevereiro de 1992. Hugo Chávez protagonizou um golpe de Estado fracassado contra o presidente Carlos Andrés Pérez. A ação surgia num período de crise econômica. Chávez foi detido e passou dois anos na cadeia. Foi libertado após o afastamento de Pérez, graças a uma anistia do novo presidente Rafael Caldera.
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